domingo, 17 de novembro de 2013

Clarissa, Segunda Ordem
(1270-1336)
Nasceu na Espanha no ano de 1270. Pertencia à família real de Aragão, que lhe concedeu uma ótima formação cristã. Também conhecida como Isabel de Aragão e de Portugal, Santa (1270-1336), rainha de Portugal. Casou com D. Dinis, rei de Portugal, em 1288, sendo filha de Constância de Aragão e Nápoles e Sicília, e de Pedro III de Aragão e neta de Jaime I. 
Foi entregue em casamento a Diniz, rei de Portugal, com apenas 12 anos de idade, e já dava testemunho de uma esposa cristã, uma mulher de oração, centrada na Eucaristia; ajudou a propagar a grande devoção à Nossa Senhora da Conceição. 
Aos 20 anos teve seu filho Afonso IV, que viveu muitos conflitos com o pai. Isabel era mulher de caridade e reconciliadora, vivendo isso a partir de sua família. Figura lendária, a sua bondade depressa a tornou querida dos pobres e desfavorecidos. 
Desempenhou papel de relevo nas tentativas de resolução dos desentendimentos surgidos entre o príncipe herdeiro, D. Afonso, e o rei. Era rainha, mas nunca esqueceu que também era irmã dos mais necessitados. 
Uma de suas últimas obras de caridade talvez foi cuidar do seu próprio esposo, Dom Diniz que tanto a fez sofrer, e que precisava dos cuidados de Isabel. Ele ficou doente em 1324 e faleceu no ano seguinte. 
Após a morte do marido, em 1385, fixou residência em Coimbra, junto do Convento de Santa Clara, por sua ordem reconstruído e ampliado com um hospital para os pobres. Fundou em Leiria um recolhimento para mulheres e uma albergaria em Odivelas e ajudou à fundação do Convento da Trindade, em Lisboa, deixando em testamento consideráveis legados para conventos e hospitais. A partir de então Isabel deixou a sua condição de viver no palácio como rainha e recebeu o hábito como franciscana clarissa em Coimbra. 
Em 1336 saiu de Coimbra e foi ao encontro de seu filho em Estremoz devido a um novo conflito familiar. Mesmo com 66 anos e enferma conseguiu chegar. Foi acolhida e ouvida por seu filho. Ali ela faleceu, mas foi enterrada em Coimbra como era seu desejo. Está enterrada em uma Igreja dedicado a ela. Foi beatificada em 1516 e canonizada, em 1625, pelo papa Urbano VIII.


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