Ano Santo Mariano

Advento

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

"Convinha,  Deus podia, Deus o fez!"
(Beato João Duns Scotus)

São Francisco e a Imaculada

A Imaculada Mãe de Deus é a Excelsa Rainha da Ordem Seráfica, nosso Pai São Francisco e nossa Mãe Santa Clara, sempre tiveram uma especial devoção a Ela e verdadeiro amor filial.

Nós, suas filhas, também a amamos com especial amor e a ela somos todas devotadas.

Conta-se que o Beato escocês João Duns Scotus (1266-1308), Frade Franciscano, estando diante duma imagem de Nossa senhora, rezou da seguinte maneira: "dignare me laudare te, Virgo sacrata": "Virgem Santa, fazei com que eu fale bem de vós!" Em seguida, o franciscano fez as seguintes perguntas:



– A Deus lhe convinha que a sua Mãe nascesse sem a mancha do pecado original?

Sim. A Deus lhe convinha que a sua Mãe nascesse sem nenhuma mancha, pois é mais honroso para ele.

– Deus podia fazer que a sua Mãe nascesse sem o pecado original?

Sim. Deus pode tudo e, portanto, podia fazer com que a sua Mãe fosse imaculada, sem mancha.

– Aquilo que é conveniente a Deus, ele o faz ou não?

Se Deus vê que uma coisa é conveniente, que é melhor, ele a realiza.

– Logo – exclamou Scotus –, já que para Deus era melhor que a sua Mãe fosse imaculada e podia fazer que assim o fosse, ele – de fato – a fez imaculada. "Decuit, potuit, fecit!" "Convinha,  Deus podia, Deus o fez!"

Santa Clara e a Imaculada
O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi proclamado no dia 08 de dezembro de 1854. 
Pio IX na Bula "Ineffabilis Deus", declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, desde a sua Conceição, ou seja, que ela foi preservada desde sempre da mácula do pecado original, no qual nascem todos os filhos de Adão. Enquanto estes estão privados da graça divina, a Virgem Maria foi toda pura, santa e imaculada desde o início da sua vida. Esta foi desde sempre a convicção profunda da Igreja, que viu na Virgem Maria a 'Nova Eva' (Sto. Irineu).
Apesar da sua reconhecida devoção a Nossa Senhora, homens como S. Bernardo, Santo Alberto Magno e São Tomás  de Aquino tiveram dificuldade em admitir a Imaculada Conceição, porque difícil de conciliar com o dogma da universalidade da Redenção. Proclamar a Imaculada Conceição parecia implicar retirar a Virgem Maria da órbita da Redenção em Jesus Cristo, a qual, por ser necessária e absoluta, era tão universal como o pecado original. Se a Virgem Maria não estivesse incluída no número dos que contraíam o pecado de Adão, ficava então igualmente excluída da redenção, e esta não seria universal, pois não abrangeria todos os descendentes de Adão. Perante esta alternativa, foram como que obrigados a negar o privilégio de Maria até ser possível conciliá-lo com o dogma da universalidade da redenção em Cristo. 
Mas a solução do problema só foi dada pelo beato João Duns Scotus, segundo o qual a Imaculada Conceição não exclui a Virgem Maria da redenção, porque ela foi preventivamente redimida pelo seu próprio Filho. Ela foi antecipadamente redimida e por conseguinte preparada para a sua divina maternidade. Esta explicação acabou por ser recebida na teologia e nas declarações do magistério. 
Duns Scotus com a Imaculada

A Imaculada Conceição representa a obra de arte da Redenção realizada em Cristo, porque precisamente o poder do seu amor e da sua mediação obteve que a Mãe fosse preservada do pecado original. Portanto, Maria está totalmente redimida por Cristo, mas já antes da sua concepção.

Abaixo, trecho do filme "Duns Scotus" onde ele faz a defesa de sua tese sobre a Imaculada Conceição de Maria:




quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Na manhã desta quarta-feira (7), o Vaticano anunciou o nome do novo Bispo da Diocese de Grajaú - MA, nomeado pelo Papa Francisco, sendo Frei Rubival Cabral Britto, 47, Frade Menor Capuchinho da Província Nossa Senhora da Piedade da Bahia e Sergipe.

Frei Rubival esteve aqui no nosso Mosteiro no ano de 2013, quando pregou o nosso retiro anual. Temos muitas e gratas lembranças desse nosso querido Irmão que nos trouxe com sua simplicidade, seu sorriso tímido e seu coração apaixonado por Cristo, novo vigor em nossa caminhada franciscana. 

Nós nos unimos em oração a ele nessa sua nova missão e rezamos para que renda bons frutos em sua caminhada, bem como para toda Diocese de Grajaú. Temos a certeza que ele espalhará cada vez mais o jeito simples e belo de ser franciscano.

Frei Rubival, nasceu em 21 de julho de 1969, na cidade de Jaguaquara-BA, filho de Rubens Alves Brito (In memoriam) e Maria de Lourdes Cabral Brito. Desde jovem tinha participação ativa na vida da igreja, como conta Zélia Maria de Almeida, que diz que ele “demonstrava grande interesse pelas coisas de Deus”. Em sua Paróquia, a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Jequié, desde a juventude atuou na vida pastoral da igreja, participando de grupos como o JUEC, Apostolado da Oração, Pastoral da Criança e também atuou como coroinha, sempre manifestou o desejo de estar perto do Senhor.

Participou de um Encontro Vocacional da Diocese de Jequié em 1997, onde percebeu sua inclinação ao sacerdócio, porém em 1989, ao conhecer os Frades Capuchinhos em Jaguaquara, sentiu-se convidado a ser religioso Capuchinho. Em 1990, na cidade de Alagoinhas-BA, ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e em 1992, fez o ano do noviciado em Esplanada-BA, onde emitiu os primeiros votos de castidade, pobreza e obediência pelas mãos do então Ministro Provincial Frei Carlos Inácio de Souza.

Estudou Filosofia no Instituto de Teologia de Ilhéus, período no qual também se dedicou à pastoral vocacional, de modo a ajudar outros jovens a discernirem sua vocação. Na Universidade Católica do Salvador iniciou e concluiu a Teologia, período no qual prestou importantes serviços pastorais à comunidade de Valéria, na capital baiana. Frei Rubival é doutorando em Ciências da Educação através do Instituto Internacional de Educação na Faculdade de Humanidades e Artes da Universidade Federal de Rosário, na Argentina.

Foi ordenado sacerdote no dia 17 de dezembro 2000. Na Província exerceu diversos serviços, como Promotor Vocacional Provincial, Secretário Provincial, Ecônomo e Formador, Administrador Paroquial, Definidor Provincial para as Missões, Mestre de Noviços e entre 2007 e 2013, Ministro Provincial. Participou de uma missão em Benin – África. Atualmente trabalha na cidade de Vitória da Conquista, como Vigário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima e Santo Antônio de Lisboa e é diretor do Colégio Paulo VI.

Nomeação do Frei Rubival aconteceu na manhã desta quarta-feira (7), em Vitória da Conquista, Ba.



terça-feira, 6 de dezembro de 2016


Queridos Irmãos e Irmãs é com grande alegria que apresentamos a todos uma mui caríssima Irmã Clarissa que é uma grande candidata as honras dos altares. Ela era monja do primeiro mosteiro de Clarissas do Brasil, o Mosteiro Santa Clara do Desterro na Bahia.
Madre Vitória da Encarnação, hoje, Serva de Deus Vitória da Encarnação, morreu em odor de santidade e durante toda a sua vida embelezou o claustro das Filhas de Santa Clara. 

Agradecemos de maneira singular ao grupo de leigos - Amigos da Madre Vitória - que estão se empenhando para que nossa Madre chegue as honras dos altares. 
De nossa parte desejamos que venha logo tão esperado dia de glória para nossa futura santa, para a nossa Ordem e para a Igreja particular da Bahia.
Também nos comprometemos de depositar essa bela intenção nas mãos da Rainha das Virgens, para que ela apresse a glorificação de sua tão querida filha, que castamente se doou ao Senhor. 

Para os que desejarem conhecer o Convento do Desterro ou saber mais informações sobre a serva de Deus, eis o endereço:

Convento do Desterro 
 Rua Santa Clara, s/n - Nazaré
CEP: 40040-450  Salvador-BA

Como ponto de referência aos que não conhecem, o convento fica na esquina da Avenida Joana Angélica com a Rua Santa Clara, a poucos metros da estação de metrô Campo da Pólvora, no bairro de Nazaré, região central de Salvador.

Ou ainda pela página no Facebook:

História

Em 6 de março de 1661, nasce em Salvador (então capital da colônia) Vitória Bixarxe, filha do capitão de Infantaria Bartolomeu Nabo Correia e de Dona Luísa Bixarxe. De pais católicos e devotíssimos, a casa deles parecia, no dizer de Dom Sebastião Monteiro da Vide, “uma casa de capuchas recoletas”. Neste ambiente devoto cresceu a menina Vitória e aprendeu com a família uma especial devoção à São Miguel Arcanjo, que nutriu até o fim de sua vida.

Aos 14 anos de idade, seu pai teve a intenção de enviá-la, juntamente com sua irmã mais velha, Maria da Conceição, para um convento nos Açores. Quando foi avisada, a menina reagiu com tanta aversão à tal ideia que disse preferir que lhe cortassem a cabeça a ser enviada para um convento. O susto da notícia causou na menina uma repulsa tamanha à vida religiosa que seu pai, preocupado foi tomar os conselhos do padre João de Paiva, que tinha fama de santo e profeta na cidade de Salvador. O padre João acalmou-o pedindo que rezasse e tivesse paciência, pois sua filha seria uma dia, “não apenas uma religiosa, mas uma grande religiosa”.

Dois anos após (1677), chegaram em Salvador quatro clarissas do mosteiro de Évora e fundaram o Mosteiro de Santa Clara do Desterro. Vitória estava com 16 anos, mas ainda resistia a ideia de um dia tornar-se freira. Sua devoção ao Arcanjo Miguel continuava latente e neste período começou a ter sonhos com o Menino Jesus que a chamava para o convento e também com a Virgem Maria que lhe dava diversos conselhos. Esses sonhos continuaram presentes até seus 25 anos de idade, quando então decidiu de fato entrar para o mosteiro do Desterro. Era o ano de 1686. Pediu ao pai que tomasse as providências cabíveis para sua entrada naquele mosteiro, e quis que esse dia fosse 29 de setembro, na festa de São Miguel.




No Mosteiro

No mosteiro viveu por 29 anos na clausura e tornou-se a mais conhecida das monjas clarissas da Bahia devido suas grandes virtudes e desejo de santidade. Dormia menos de três horas por noite e todo o restante do tempo passava em vigília diante do Santíssimo Sacramento. A Eucaristia foi para ela o centro de sua vida. Confessava-se frequentemente e não perdia a oportunidade de receber Jesus na Sagrada Comunhão em cada Santa Missa.

Todos os anos, do dia 15 de agosto ao dia 29 de setembro, a Madre Vitória rezava a quaresma de São Miguel em preparação para sua festa. E à partir da devoção a São Miguel cresceu também um amor incondicional às almas do purgatório, por ser considerado ele o arcanjo que resgata essas benditas almas. Sufragava-as continuamente oferecendo por elas suas obras, orações, penitências e sofrimentos cotidianos. Teve diversas experiências místicas com o Cristo sofredor e por muitas vezes foi vista pelas outras monjas a transfigurar-se em sua cela durante a noite, que ficava radiante de luz. Certa vez, enquanto acompanhava de joelhos a procissão do Senhor dos Passos (para o qual mandou construir uma capela dentro da clausura), transfigurou-se diante de toda a comunidade religiosa. Suas coirmãs viram brotar de sua face duas belas rosas.

Possuía tanto amor aos pobres e doentes que mesmo sem nunca ter saído do mosteiro, trabalhava incessantemente por eles, recolhendo esmolas das outras monjas e enviando-lhes mantimentos que retirava da dispensa das irmãs. Pedia também que seus parentes fizessem por eles o que ela mesma faria se estivesse fora da clausura. Por esse motivo os mendigos que batiam a porta do mosteiro a chamavam pelo apelido carinhoso de “nossa madre esmoler”. Deu-lhes em vida tudo o que possuía, inclusive a própria cama, passando a dormir no chão sobre uma esteira de palha. Se alguém no mosteiro adoecia, levava para sua cela e cuidava da doente até que ficasse plenamente curada. As obras de Misericórdia eram suas práticas ordinárias.

Após 29 anos de vida exemplar e muita caridade, a Madre Vitória faleceu aos 54 anos de idade, numa sexta-feira às 15 horas. Era o dia 19 de julho de 1715. De seu corpo exalava um suave perfume que era sentido em todas as dependências do mosteiro. Com a notícia de sua morte, uma grande multidão se aglomerou na portaria do mosteiro trazendo lenços e terços para que as monjas os tocassem no corpo da querida madre. Esses objetos eram guardados como verdadeiras relíquias e muitas pessoas se curaram de doenças graves ao contato com eles.

Em busca da beatificação

Cinco anos após o falecimento da Madre Vitória, devido sua fama de santidade e ao grande número de curas milagrosas por sua intercessão, o então arcebispo da Bahia, o jesuíta Dom Sebastião Monteiro da Vide, desejando torná-la conhecida e promover sua causa de beatificação, publicou em Roma sua biografia com o título “História da Vida e Morte da Madre Soror Vitória da Encarnação”.

Com a morte de Dom Sebastião e as dificuldades de comunicação da época, assim como a diversos outros problemas como a expulsão dos jesuítas do Brasil pelo Marquês de Pombal e a perseguição às ordens religiosas que se seguiram nos anos posteriores culminando com a extinção de alguns mosteiros, entre eles o das clarissas da Bahia, a causa da Madre Vitória não seguiu adiante. Muitos escritos de jesuítas foram proibidos de circular e a biografia da madre quase desapareceu. Mas a tradição oral e a discreta devoção nutrida pelos fiéis que frequentavam o convento do Desterro mantiveram viva a sua memória e 300 anos após seu falecimento a Madre Vitória continua sendo lembrada como a primeira religiosa do Brasil com fama de santidade.

Três séculos se passaram e o interesse dos devotos na beatificação da Madre Vitória resistiu. O Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, fez um pedido à Congregação para a Causa dos Santos de abertura oficial da sua causa de beatificação. No dia 07 de julho de 2016, a Congregação para a causa dos Santos emite o decreto 'nihil obstat' que autoriza a abertura do processo de beatificação da Madre Vitória e dá a ela o título de Serva de Deus. Enquanto isso seus devotos e admiradores permanecem em oração nos dias 19 de cada mês diante do seu túmulo, no Convento do Desterro, esperando que em breve esta fiel filha de São Francisco e Santa Clara seja elevada às honras dos altares.


No dia 29 de setembro desse ano, na festa de São Miguel Arcanjo no Convento do Desterro, foi celebrada a Santa Missa por ocasião do aniversário de 330 anos de entrada da Madre Vitória para a vida religiosa e o dia em que mudou o nome de Vitória Bixarxe para Vitória da Encarnação. A baixo segue a oração à Serva de Deus e fotos do Convento. 









segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A rica província setentrional de Aleppo e sua capital de mesmo nome são o principal campo de batalha da guerra civil na Síria, que em cinco anos e meio deixou mais de 300 mil mortos. 
Da cidade florescente e sua cidade velha famosa em todo o mundo, resta apenas uma cena desoladora. Segunda maior cidade da Síria, com 2,5 milhões de habitantes antes da guerra, sua população caiu para 1,5 milhão de pessoas.
Sua província é um campo de batalha para todos os envolvidos nesta guerra: os radicais do grupo Estado Islâmico (EI), grupos rebeldes, exército e milícias e pró-regime, combatentes libaneses do Hezbollah ou curdos.


Carta do Ministro Geral e do Custódio da Terra Santa
Alepo, 27 de novembro de 2016 – I Domingo do Advento

A todos os irmãos da Ordem dos Frades Menores
às irmãs Clarissas
às irmãs e irmãos da Ordem Franciscana Secular
a todas as mulheres e homens de boa vontade

"Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celestial." Mt 18,10

Queridos irmãos e irmãs,
A paz do Senhor esteja com todos vós!

Há algum tempo que, como Frades Menores, estamos preocupados com a situação que estão vivendo nossos irmãos, juntamente com os cristãos e toda a população da Síria. Não faz muito tempo, lançamos um chamado à comunidade internacional para que intensifique os esforços para deter a guerra e os sofrimentos da população civil, e para que se façam todos os esforços possíveis para alcançar a paz.
Agora, no começo do advento, tempo em que o Senhor Jesus nos convida com insistência a vigiar e orar, desejamos propor a todas as nossas comunidades a iniciativa “crianças em oração pela paz”. Nascida de uma ideia da “Ajuda à Igreja que Sofre” queremos aderir a ela como Ordem dos Frades Menores e queremos relançá-la a nível internacional com uma periodicidade mensal. É uma iniciativa que surge da consciência de que o Rei do universo, o Rei da paz, é a fonte verdadeira de toda paz. A ela já se uniu nossa paróquia de São Francisco em Alepo, marcada duramente pela tragédia da guerra e tenazmente ancorada à esperança da paz.
Desde Alepo lançamos agora nosso convite ao mundo inteiro. A partir do Advento de 2016 desejamos aderir a esta iniciativa como Ordem dos Frades Menores e a propomos a todas as nossas comunidade, às paróquias e escolas confiadas a nosso cuidado pastoral e a todas as realidades próximas a nós, convidando a difundi-la também entre as outras realidades eclesiais e religiosas presentes no território em que vivemos e trabalhamos como frades menores. Estamos convencidos de que o Senhor escutará o grito de seus “pequenos” e que a oração dos “pequenos” do mundo será uma ocasião de reflexão e conversão também para os “grandes”.
Pedimos a todas as comunidades que dediquem a missa das crianças, ou a missa mais frequentada pelas crianças, o primeiro domingo de todos os meses, à oração pela paz, segundo as possibilidades locais. Se poderá fazer o mesmo em alguma celebração no Oratório ou envolvendo as escolas, procurando, nestes casos, dar um sentido ecumênico e inter-religioso à iniciativa. Tratando-se de uma comunidade que não celebra missa de crianças ou não tem pastoral dos oratórios ou das escolas, este gesto poderá ser realizado durante as Laudes ou Vésperas comunitárias, ou em qualquer outra ocasião criada a propósito para esta iniciativa.
Sugerimos aqui algumas propostas práticas para unificar a forma de celebrar este momento, tomando como exemplo como se faz em Alepo: depois da sudação inicial e a introdução da celebração por parte do sacerdote, algumas crianças levarão em procissão uma vela acesa que será colocada perto do altar, num lugar visível, enquanto todos cantam ou recitam a “Oração simples” pela paz. Além disto, as intenções da oração dos fiéis se dedicarão à paz, seja paz dos corações, das famílias, de Alepo ou de todo o mundo. Também seria bom que os cantos se dediquem ao tema da paz. Se a oração se fizer fora da celebração eucarística, se poderá sempre adaptar a celebração conservando o símbolo de acender a vela, a oração simples e os cantos pela paz (explicando sempre às crianças que esta oração se faz em comunhão com todas as crianças do mundo pela paz na Síria, de modo especial em Alepo e pela paz em todo o mundo).

Oração simples pela paz

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz:
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união 
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé. 
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. 
Onde houver trevas, que eu leve a luz. 
Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, 
compreender que ser compreendido, 
amar que ser amado. 
Pois é dando, que se recebe, 
é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna! Amém!

Pedimos a todos os que se unirem a nossa proposta que a anunciem na correspondente página do Facebook: https://www.facebook.com/st.francis.parish.aleppo/
Que o Senhor abençoe todos os esforços pela paz e escute o clamor e a oração de seus pequenos.

Fraternalmente,
Fr. Michael A. Perry OFM
Ministro geral
Fr. Francesco Patton OFM

sábado, 26 de novembro de 2016

Hoje é dia de pedir graças!!
Neste último dia do Tempo Comum, somos convidados a derramar o nosso coração diante do Senhor e lhe revelar todos os nossos desejos. 
O que você quer pedir hoje ao Senhor?
O que deseja a sua alma?
Não esqueça, porém, de pedir como Jesus pediu: "Mas que seja feita a tua vontade, Pai".
Confiar na vontade de Deus é imprescindível para permanecer em paz quando aquilo que queremos ainda não foi atendido, pois, teremos a certeza que se ainda não aconteceu é porque Aquele que nos ama e sabe o que é melhor para nós, vai nos dar no tempo certo e da maneira certa.
A melhor oração de petição é certamente o Pai-Nosso, nela Jesus nos ensinou a chamar a Deus de Pai e lhe confiar todas as necessidades de nossa vida. 
Então cante conosco:



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O profeta Isaías – representa o povo da promessa, Israel
● A Igreja, novo povo de Deus, une-se ao povo eleito na “expectação”.
● Isaías convoca o novo povo de Deus a colocar-se em atitude de espera e de preparação para o Reino messiânico.


João Batista – 2º domingo
● É o profeta que faz a ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.
● Anuncia a vinda do Messias e o mostra presente entre os homens.
● É o que batiza o Messias e o que testemunha a justiça e a verdade.
● Ele próprio é o testemunho de conversão e penitência.
● Convoca à conversão para receberem o Messias e para se preparar ao juízo final.


A Virgem Maria, Nossa Senhora da Expectação – 4º dom.
● Maria já está grávida do Salvador. Ele já está presente, já se manifesta em Maria e por Maria, mas não totalmente.
● Ele ainda precisa nascer, ainda precisa de um “lugar”.
● Jesus deseja nascer em cada coração humano. Deseja que cada pessoa se torne “mãe” do Senhor.
● Torna-se “mãe”, a exemplo de Maria, quem acolhe sua palavra e a põe em prática (S. Francisco).
Hoje é o dia de pedir perdão!
O penúltimo dia do ano litúrgico é dedicado ao pedido de perdão tanto a Deus como aos irmãos. Pedir perdão nem sempre é fácil. Muitas vezes nós temos dificuldades de reconhecer que erramos e deixamo-nos levar ou pelo orgulho ou pela vergonha.
No entanto, se pensarmos quão grandiosa é a misericórdia de Deus e como Ele está sempre pronto a nos perdoar, não exitaremos a nos aproximar dele com o coração contrito. E no contato com o seu coração misericordioso, teremos força para também nos dirigirmos ao irmão que magoamos.
Convido a você hoje, a de coração fazer uma breve revisão de vida diante da presença do Senhor, e como Davi entoar o "Miserere" ao nosso Deus que é tão infinito em misericórdia.

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