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A Missão de Clara

Ano Santo Mariano

segunda-feira, 27 de março de 2017

Queridos irmãos e irmãs, com alegria recebemos nestes dias a confirmação da Santa Sé para a postulação da nossa Madre Maria Auxiliadora do Pai Eterno e com a graça de Deus, hoje (27 de março) demos continuidade a nossa eleição.
O resultado do nosso Capítulo Eletivo para o próximo triênio (2017-2020) foi:



ABADESSA: 
Irmã Maria Auxiliadora do Pai Eterno, osc



VIGÁRIA: 
Irmã Ana Maria do Espírito Santo, osc


DISCRETA: 
Irmã Maria Clara de Jesus, osc




Contamos com as suas preciosas orações para nossas queridas Irmãs no santo serviço que o Senhor as confia, iluminadas e fortalecidas pelo Espírito Santo que conduz e guia em tão nobre missão.


domingo, 26 de março de 2017

"Que sorte a nossa tão cara, ser filha de Santa Clara."

Neste dia da Anunciação do Senhor tivemos a grata alegria de recebermos em nosso Mosteiro a jovem postulante Irailma.
Seu sorriso largo, seu olhar de esperança e seu coração tão desejoso de se entregar inteiramente ao Cristo Pobre, como a Mãe Santa Clara, nos encheu de emoção e nos renovou a alegria de sermos filhas de tão grande Mãe.
Agradecemos a Deus pelo dom de sua vocação, e pedimos que o Senhor cada dia mais o renove em seu coração.

Confira na nossa galeria de fotos como foi belo esse momento para todos nós. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

"Entre outros benefícios que temos recebido e ainda recebemos diariamente da generosidade do Pai de toda misericórdia (cf. 2Cor 1,3) e pelos quais mais temos que agradecer ao glorioso Pai de Cristo, está a nossa vocação que, quanto maior e mais perfeita, mais a Ele é devida." (Test. Santa Clara)
 É com grande alegria que neste sábado, dia 25 de março, na Solenidade da Apresentação do Senhor, receberemos para ingressar em nossa Ordem a nossa querida vocacionada Irailma de Araújo Silva, natural de São Bento na Paraíba.
Depois de um ano de acompanhamento, eis que o Senhor, e nós, suas irmãs, a esperamos de braços abertos para recebê-la nesse santo convívio.
A Santa Missa será as 09h00min no Santuário de Santa Clara e logo após se dará a cerimonia da entrada na porta de nossa Clausura. 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Queridos irmãos e irmãs, é com alegria que aguardamos a chegada do "Fogo Novo" na Santa Páscoa do Senhor, e para que essa festa seja ainda mais bonita, nos empenhamos em confeccionar o nosso Círio Pascal 2017.

Confira na foto a cima os modelos desse ano e não deixe de encomendar o seu.

Vamos celebrar dignamente a Vigília Pascal, cantando à luz do fogo novo os aleluias da ressurreição.

Tamanhos e Valores:
Grande Grosso (92 cm - 10 diâm)  - R$ 180,00
Pequeno Grosso (50 cm - 10 diâm) - R$ 110,00
Médio (72 cm - 7 diâm) - R$ 140,00
Pequeno Fino (50 cm - 7 diâm) - R$ 95,00
Mini - Círio (35 cm - 7 diâm) - R$ 65,00


Para mais informações, entre em contato conosco aqui no nosso blog:
http://clarissasmossoro.blogspot.com.br/p/fale-conosco_18.html

Pelo nosso email:
clarissas.mossoro@gmail.com

Ou pelo nosso telefone:
(84) 3312-0512

domingo, 5 de março de 2017

Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.
1. O outro é um dom
A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.
A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.
2. O pecado cega-nos
A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).
O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.
Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).
O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.
Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).
3. A Palavra é um dom
O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).
Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.
Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.
Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).
Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.
Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.
Vaticano, 18 de outubro de 2016.
Festa do Evangelista São Lucas
FRANCISCO

sábado, 21 de janeiro de 2017

Houve tempos em que o ideal de alguém se identificava com o trabalho de santificação pessoal. Respondendo a Cristo e sob a orientação de Francisco, a "Plantinha" soube situar a sua doação e missão em termos eclesiais. Estava bem persuadida, assim como suas Irmãs, de que Deus as chamara para serem espelho e exemplo para os outros, para serem evangelicamente missionárias, para serem colaboradoras do próprio Deus junto dos homens, suporte dos membros mais fracos do corpo místico de Cristo, como se lê na terceira carta por ela escrita a Inês de Praga. Por isso se sentiam impelidas a peregrinar na Igreja de Deus.
Clara sente-se chamada, a partir do mais íntimo do seu ser, a edificar a Igreja, a dar a vida, a derramá-la toda inteira, não para sua realização pessoal, mas porque recebeu um apelo: olhar, ver, ser luz, testemunhar na Igreja de Deus, para glória do Altíssimo e para bem dos homens. A sua missão é, de certo modo, confirmar os outros na verdade, no amor, na beleza que viu e que tocou. Daí que, para a discípula do Pobrezinho de Assis, o importante, o sumamente importante, fosse a sua transformação em ícone da divindade, o abraçar e tocar o Verbo da vida, como se lê nas suas cartas a Inês de Praga. 
No percurso espiritual de Clara divisamos Belém, Nazaré e o Calvário, quais livros abertos à contemplação da apaixonada pelo Senhor Jesus Cristo que, de ouvinte atenta da Palavra evangélica se torna espelho dessa mesma Palavra. Como muito bem diz o nosso Frei Giacomo Bini, em Clara de Assis, um hino de louvor, a fiel discípula de Francisco e suas Irmãs, a partir do claustro da sua interioridade, seguindo o exemplo de Maria, tornam-se acolhimento, morada e ícone do Deus de amor, testemunho que se projetava no exterior.
De São Damião, cada Irmã descobre todo o mundo e, fazendo suas as alegrias, aspirações, preocupações e necessidades dos homens, por suas próprias mãos as apresenta ao "Pai das misericórdias", na expressão da Plantazinha de Francisco.  Abrasada no ardor missionário, desejosa de abraçar o mundo inteiro e se dar ao Senhor pelo martírio, Clara teria ido para Marrocos se o seu pai espiritual disso a não impedisse. Durante a sua doença, que durou uns trinta anos, a virgem Clara, à semelhança do crucificado do Alverne, está crucificada com Jesus Cristo e, em atitude redentora, permanece todos os dias em amorosa doação. Abrasada em amor, totalmente voltada para os outros, está em continua comunhão com seus irmãos em Cristo. Em todos pensa, por todos ora e sofre. Para todos tem uma palavra evangélica, de ternura, de compreensão e estímulo. Mesmo no seu leito de dor, mantém com as autoridades eclesiásticas, com os seus Irmãos no carisma, com pessoas amigas, importantes ou de condição simples, as melhores relações. Ela é, diante de todas as necessidades, um suporte e apoio espiritual. Na clausura, no seu leito de doença, a Irmã Clara avança, à semelhança do Serafim de Assis, no caminho da Cruz, identificando-se com o Esposo. Conforme a expressão de Frei Giacomo Bini, Francisco e Clara são semente lançada à terra que morrem para frutificar. Esta morte, amorosa e quotidiana, fazia parte da missão destes arautos de Cristo que, fiéis ao Evangelho se entregam e vivem com audácia o desafio da pobreza absoluta, da loucura da Cruz, do despojamento total, do amor incondicional ao Criador e às criaturas. Sim, o mistério da Cruz era, e continua a ser, o cerne da espiritualidade franciscano-clariana. Seguir "Cristo, o Pobre crucificado", identificar-se com Ele, n‘Ele se transformar, eis a razão de viver dos humildes seguidores do Evangelho, no século XIII.
Se com Ele morrermos na cruz da tribulação, com Ele habitaremos na gloria dos santos, escreve Clara a Inês de Praga. O sofrimento vivido em profunda união com Cristo, seu Esposo, identifica-a com o mesmo Cristo. 
O P. Larañaga diz que Clara, na sua clausura contemplativa, levou à plenitude o sonho mais profundo de Francisco de Assis: a ânsia de contemplar o Rosto do Senhor e de se dedicar exclusivamente a cultivar o desejo de Deus.
Ali, mãe e filhas, revestidas da dama pobreza, como transparência do Evangelho de Cristo, denunciam o pecado do seu tempo e de todos os tempos: o orgulho, a falta de amor, o egoísmo, a cobiça, o poder. É que a sua pobreza é o Cristo pobre. São Damião é comunidade profética que, ao mesmo tempo que interroga e responde, é facho de luz que compromete. Mas, para tanto, é preciso subir a montanha da dor, é preciso morrer, para tocar, para possuir o Absoluto, para ser transparência do mesmo Senhor.

A sociedade do Século XIII precisou de Francisco e de Clara para recuperar o sentido de Deus, o sentido de fraternidade. A Igreja do século XIII precisou de Francisco e de Clara para reencontrar a sua identidade evangélica.
São Damião, um espelho de Eternidade! Testemunha de que Deus está, de que a sua luz ilumina, de que o seu amor marca e transforma, de
que Deus é todo o bem, o único bem. A herança das Irmãs Pobres, como dos Irmãos Menores, era só Deus. Quem viu e tocou o Senhor, de nada mais precisa. Ele basta!
Clara era a transparência de Jesus. No Testamento, Clara exorta vivamente as suas Irmãs a que se esforcem por seguir sempre o caminho da santa simplicidade, humildade e pobreza, e que levem uma vida santa. Desta santidade de vida brotaria a luz, o esplendor, a beleza espiritual, a claridade, o odor da boa fama ao perto e ao longe. Seriam, então, cidade edificada no alto da montanha anunciada pelo Cristo bizantino de São Damião. 

Autoria:  Ir. Maria Otília Fontoura osc

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

E eis que aquele período belíssimo em que o nosso coração se alegrou com a presença do Menino-Deus já chegou ao fim, liturgicamente é claro, pois Ele deve permanecer sempre em nossos corações. E agora, iniciamos o Tempo Comum...
O Tempo Comum é aquele momento em que Jesus responde aos discípulos de João Batista: "Vinde e Vede!"
É o tempo de conhecer Jesus, pois como pode ser possível ir até o Calvário sem antes conhecer àquele que se dar na Cruz?
Jesus, no tempo comum, passa entre o seu povo, deixa-se batizar, deixa-se tocar, dar-se a conhecer. Chama a todos, "Vinde e Vede!". "Venham, conheçam-me, experimentem do meu amor, conheçam minhas palavras..."
Isso é o Tempo Comum, aceitar o convite de Jesus e também deixar-se tocar por Ele, deixar-se amar, olhar, curar...
Entremos nesse período litúrgico, desejosos de seguir os passos desse amável pastor.
Nós que nos encantamos com a singeleza do Doce Menino reclinado no presépio, agora devemos ir até Ele como discípulos e discípulas, e ouvir sua Palavra, para também com Ele semear essa mesma Palavra a todos que não o conhece.
Somente assim estaremos prontos para com Ele, viver a penitência da Quaresma e o extremo do Seu amor na Cruz.

Então, bem vindos ao Tempo Comum!!!

Aproveitem bem cada momento mergulhando na Palavra de Deus dada a nós diariamente na Sagrada Liturgia e conhecendo cada vez mais esse Deus que é só amor!
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